ConectarAGRO se torna oficialmente uma Associação

JULHO de 2020 – Com o objetivo de promover conectividade nas áreas rurais de todo o Brasil, o ConectarAGRO reforça sua iniciativa e se oficializa como uma associação civil sem fins lucrativos. A partir de julho, novas empresas que se identificarem com o propósito do ConectarAGRO podem se associar. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa online na manhã desta quarta-feira, 01 de julho.

A decisão faz parte da estratégia das oito empresas fundadoras da iniciativa – AGCO, Climate FieldView, CNH Industrial, Jacto, Nokia, Solinftec, TIM e Trimble, com o intuito de permitir a entrada de novos participantes e ter uma formação que fortaleça iniciativas relativas à conectividade. Isso deve ampliar ainda mais as ações e resultados do ConectarAGRO em todo o país.

“Continuamos apoiando uma tecnologia aberta, acessível e simples, que conecta pessoas e máquinas, e que atenda às aplicações no campo da melhor maneira possível. E, a partir de agora, com o lançamento da Associação, poderemos chegar ainda mais longe com o apoio de novas empresas, de variadas áreas e diversos tamanhos, sejam elas multinacionais ou startups”, afirma Gregory Riordan, presidente da Associação ConectarAGRO.

Conectividade na prática

De acordo com Cristiano Pontelli, Gerente de Negócios da Linha de Agricultura de Precisão da Jacto e representante da empresa na coletiva de imprensa, a conectividade no campo vai colaborar efetivamente para a tomada de decisões em tempo real, gerando inúmeros benefícios com relação a economia de insumos, combustível e trabalho.

“Já estamos trabalhando há 10 anos com as plataformas digitais. O que faltava mesmo era a conectividade para que os operadores das máquinas tivessem informações do trabalho em tempo real. Esta conectividade traz muitos benefícios. Quando não se tem acesso a informações em tempo real, a sobreposição pode girar em torno de 5% a 7% da lavoura. Com tempo real, pode abaixar imediatamente entre 3% a 5%. Em uma safra soja-algodão, a economia pode ser em torno de mais de 100 mil reais”, compara o especialista. 

“Outro ponto importante é a qualidade da aplicação, que está diretamente ligada às condições climáticas. Com a máquina conectada, a ideia é que haja uma tecnologia responsiva capaz de informar o operador de condições inadequadas, indicando a interrupção do trabalho, para diminuir desperdício de insumos. Além disso, é possível ter uma gestão de frota mais eficiente, economizando em torno de 5% a 10% no consumo de combustível, a partir do momento em que há acompanhamento em tempo real da rotação do motor, por exemplo”, finaliza.

Alcance e expectativas

Desde o seu lançamento, na Agrishow de 2019, até dezembro do ano passado, o ConectarAGRO promoveu conectividade via banda larga 4G de 700 MHz para mais de 5,1 milhões de hectares de áreas rurais em todo o Brasil, sendo que mais da metade das propriedades tem até 100 ha. Até o momento, mais de 575 mil pessoas em áreas rurais, 218 cidades e oito estados diferentes se beneficiaram pelo projeto, assim como mais de 24 mil quilômetros de estradas e rodovias.

Outra conquista do ConectarAGRO neste primeiro ano foi a cobertura de mais de 11,5 milhões de hectares com a plataforma Narrow Band IoT (NB-IoT). Habilitadora de soluções de Internet das Coisas, a tecnologia oferecida pela TIM é essencial para a conexão de máquinas e sensores, ferramentas importantes para o desenvolvimento do agronegócio. Por ser um padrão adotado mundialmente, o NB-IoT pode ampliar em mais de 40% a cobertura tradicional em relação ao uso de smartphones, além de consumir menos bateria, o que é fundamental para aplicações de IoT.

Agora, mesmo com as limitações impostas pela Covid-19, a Associação estima ampliar conectividade para 13 milhões de hectares até 2021, incluindo projetos com cooperativas. “Ao mesmo tempo em que esse momento de pandemia traz grandes desafios para nossos planos de expansão, ele também serve como um imenso estímulo à digitalização e às ferramentas digitais, criando uma grande demanda pela conectividade que impulsionará os avanços de forma significativa quando a situação se normalizar”, diz Riordan.

Há também a previsão do desenvolvimento de outras iniciativas que apoiam o crescimento da solução promovida pelo ConectarAGRO, como o projeto educacional, voltado a qualificação das pessoas que vivem e trabalham no campo dentro de uma nova realidade digital.

“Sabemos que a conectividade muda a vida das pessoas. Ela pode transformar a eficiência do agronegócio, promover a inclusão digital para quem vive no campo, propiciar a integração logística nas vias de transporte e alavancar outros setores cujas atividades estão em áreas remotas”, finaliza Riordan.

Com a ampliação dos participantes na Associação, aumenta a possibilidade de apoio às muitas AgTechs que surgem com soluções de melhoria e crescimento para o agronegócio brasileiro. O ConectarAGRO contribui de forma ampla para a transformação das áreas remotas do Brasil e atua para que a conectividade esteja em todo território nacional e não somente nas em áreas urbanas. 

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