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Jacto Talks especial discutiu o papel das mulheres dentro e fora da porteira

Antecipando as comemorações ao Dia Internacional das Mulheres, que será no próximo domingo, a Jacto realizou uma ação durante a Expodireto Cotrijal 2020, convidando mulheres que atuam no agronegócio para uma conversa no Jacto Talks.

Participaram Celi Webber, empresária e produtora rural; as influenciadoras digitais Andrea Cordeiro, do perfil Mulheres do Agronegócio Brasil, palestrante e escritora; Patrícia Valcarenghi, do Agro Mulher Brasil e também produtora rural; Alessandra Decicino, do Mulheres do Campo e engenheira agrônoma, além de Alessandra Nishimura, do conselho de acionistas da Jacto e Alexandra Dallaqua, coordenadora de marketing da empresa. 

O tema central do bate papo foi a importância das mulheres dentro e fora da porteira. Entre muitos dos assuntos, destacam-se a sororidade, a importância da parceria entre homens e mulheres para que tanto os negócios prosperem quanto a família esteja sempre fortalecida, assim como as facilidades atuais que permitem que as mulheres atuem de forma mais incisiva no campo, especialmente da porteira pra dentro.  

“Tradicionalmente o agronegócio foi forjado com a força braçal, um papel mais do homem. Há 20 anos estou no mercado e percebo que existem vários movimentos que estão fortalecendo a participação feminina. A mulher está mais preocupada com a sua capacitação, com o seu preparo profissional e também se conhecer melhor. Os desafios existem, mas estão mudando”, iniciou a discussão Alessandra Dicicino.

“A mulher tem um papel importante buscando a harmonia no ambiente em que atua, seja em casa ou no trabalho. Muitas de nós começam o dia muito cedo. Até chegarmos ao trabalho, por exemplo, já estamos acordada há 2 horas. Temos que ser mãe, esposa, filha, dona de casa e ainda tem que se arrumar, pra não perder o nosso charme. O homem trabalha ao nosso lado e com a nossa capacidade profissional, ganhamos mais respeito. Somos parceiras no trabalho assim como somos parceiras também nos nossos casamentos”, pontuou Alexandra Dallaqua.

Andrea Cordeiro concorda com a cumplicidade entre homem e mulher e comenta que o empoderamento já é uma palavra obsoleta para os dias atuais: “sempre acreditei que essa palavra empoderamento já não faz parte do nosso dia a dia faz tempo. Todas temos poder e não queremos ser mais do que os homens, queremos estar junto, fazer a nossa diferença, deixar a nossa contribuição. A nossa força está no que conseguimos gerar, na forma como conseguimos conciliar todos os nossos papéis”.

“As pessoas são como os 5 dedos de uma mão, são diferentes. Se cada uma conseguir descobrir o seu dom, saber das suas habilidades, podemos ir todos juntos para fazermos melhor”, reforça Celi Webber.

Com relação às novas tecnologias que estão chegando frequentemente no agronegócio, Alessandra Nishimura enfatiza que as evoluções em máquinas facilitam o acesso das mulheres no campo, contribuindo certamente para o aumento da atuação feminina especialmente da porteira pra dentro.

“Antigamente, as máquinas agrícolas exigiam muita força braçal para manobrar e acelerar, por exemplo, e hoje, com as muitas tecnologias desenvolvidas, conseguimos até girar o volante com uma das mãos. O avanço tecnológico permitiu que ainda mais mulheres se interessassem pelo agronegócio, tanto que anualmente várias meninas se formam na FATEC Shunji Nishimura, no curso de mecanização em agricultura de precisão e se tornam operadoras de grandes máquinas Brasil afora”, contou.

Mais de 200 mulheres participaram do Jacto Talks presencialmente e receberam também as mensagens de incentivo das palestrantes: “vocês podem ser o que vocês quiserem e não devem se importar com as críticas. Olhem para o futuro e para vocês mesmas e não deem valor sobre o que os outros falam. O futuro tem muita coisa boa pra cada uma de nós e sabemos os caminhos que queremos trilhar”, tirou aplausos da plateia Patricia Valcarenghi.

“A gente sempre tende a valorizar nossos pontos fracos, enquanto que todas nós temos pontos fortes. São esses que devemos trabalhar, buscar e valorizar”, finaliza a empresária e produtora rural Celi Webber.

O vídeo dessa conversa está disponível no Facebook da Jacto e também no canal da empresa no Youtube.

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